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PAVIO CURTO


PREMIAÇÃO PROFISSIONAL

Primeiro quero explicar aos leitores – pretensão à parte, não teria sentido criar um blog se eu não os imaginasse existir – a razão de não ter postado nesses últimos dias. Às segundas e terças-feiras, isso será recorrente pelo fato de passar essas 48 horas fora do meu domicílio por motivo de trabalho; nos outros dias, se isso ocorrer, terá sido por falta de inspiração ou de tempo, o segundo motivo mais rotineiro que o primeiro, assim espero. Recuso-me a tornar esse blog uma espécie de obrigação diária, haja vista a necessidade da inspiração real e com intensidade suficiente para induzir ao relato literário ( hoje estou pretensioso! ). E hoje, ela, a inspiração, não me falta!

 

 

Ontem fui profissionalmente reconhecido através da premiação de um trabalho desenvolvido com uma equipe no ano passado. E quero falar disso; prêmios profissionais. Quando escolhemos uma profissão, acreditamos que poderemos nos sustentar dela e sermos felizes no seu exercício, podendo haver a crença primeira mais intensa, até mesmo em detrimento da segunda, o que infelizmente é bem comum. Pra mim, sempre valeu muito o meu grau de felicidade, embora como todo taurino eu não tenha escapado do traço consumista. Ontem, com o prêmio na mão e sendo parabenizado pelos colegas, brigava o tempo todo com a minha vaidade. Sempre tive problemas em ser elogiado, fico constrangido, sem saber bem como agir. Mas ontem algo novo aconteceu, os elogios eram assumidos confortavelmente, brigava com minha vaidade pelo fato dela estar sonolenta demais. Hoje acordei tentando decifrar a razão dessa vaidade passiva e parei diante de uma questão; pretensão ou maturidade? A consciência do nosso real valor profissional pode ser chamado de pretensão ou demonstra uma maturidade, um conhecimento pleno do nosso poder? Talvez as duas possibilidades existam isoladamente ou combinadas em variadas concentrações a depender do caso analisado, mas não gostaria de ser flagrado em discursos ou ações pretensiosas ou, se assim acontecer, que eu possa usar o que a princípio possa parecer descabido, como estímulo ou desafio para transformar em real competência. Seja uma ou outra coisa, seja o que for, ontem eu fui feliz. Sempre se é feliz quando alguém nos diz “parabéns”, mesmo que seja diante de um bolo com... algumas velinhas.

 


O troféu está aqui me olhando com seu jeito debochado e parecendo dizer; era em cima dessa estante mesmo que eu queria estar!




Escrito por tom às 22h17
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PÁSCOA SEM OVOS

Domingo de Páscoa começando já na metade por conta de um descanso recuperador até quase uma hora da tarde, cansado que estava dos barulhos ensurdecedores da noite, cumprido o desejo expresso no post anterior. Almoço em família, discussões em família, e tudo isso sem ovos de chocolate. Na verdade, exceto na infância, e dela minha memória não é tão nítida, não recordo de nenhum momento onde eu tenha ganho um desses ovos enormes e deliciosos. Ou melhor, quase nenhum momento. Anos atrás, ao me queixar desse trauma com um amigo virtual com o qual já conversava há meses, resolvemos que iríamos nos conhecer em pleno domingo de páscoa e ele me presenteou com um ovo de chocolate delicioso que devorei em menos de 24 horas. E foi o único! Acho que por isso que me tornei um chocólatra, agora controlado graças às reuniões da ACA (Associação dos Chocólatras Anônimos), e ao esforço para manter a forma. Se alguém quiser tentar me curar do trauma...


O calor me obriga a continuar ouvindo esse ventilador de teto. Um ar condicionado se faz necessário!




Escrito por tom às 23h39
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