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PAVIO CURTO


ANIVERSÁRIO EM DUAS PARTES

Meu aniversário caiu numa quinta-feira, um dia com jeito de final de semana mas sem assumir essa condição plenamente. Sempre acho que os eventos nas quintas feiras carregam um desejo implícito de que a maior parte dos convidados não apareça ou então que os festejos tenham duração mais curta do que se acontecessem no dia seguinte ou no famoso e profano sábado. Mas no caso não foi por um nem outro motivo que resolvi que na quinta só iria comemorar em família com alguns poucos amigos que conquistaram algum grau de intimidade com a minha genitora já que foi na casa dela que foi cantado o parabéns para mim e um sobrinho que resolveu me homenagear vindo ao mundo no mesmo dia e quase estragando um jantar em família que foi a forma escolhida de festejar há doze anos atrás; deve ter sido uma terça ou quarta feira! Cantar os parabéns como disse há algumas frases, foi pura figura de linguagem, porque de fato não houve cantoria, ávidos que estávamos para saborear o bolo que se anunciava no centro da mesa. Meu sobrinho foi o primeiro a cortá-lo, de baixo pra cima fazendo um pedido; não tinha idéia de que a inversão do corte trouxesse boa sorte mas entendo o princípio do reverso, do invertido, do estranho como novidade, como agente de mudanças onde está embutido o famoso pedido! Fiz a minha parte, enterrei o corta-bolo na base e à medida que surpreendia a massa com meu traçado vertical invertido, pensava no que me faltava e antes que a lâmina aparecesse na superfície, concretizei o pedido que é claro manterei em segredo como rezam as normas do misticismo. Caso não seja atendido, voltarei a cortar os bolos de cima pra baixo!

 

Fala-se que não devemos comemorar o aniversario antes do dia, mas como não se diz nada sobre comemorações posteriores, no sábado, foi a vez de reunir amigos variados numa creperia simples e muito simpática no Rio Vermelho mas afastada do calçadão que reúne diversas tribos nesse bairro que virou sinônimo da night soteropolitana. Amigos antigos, alguns muiiiito antigos misturado a alguns mais recentes mas já extremamente participantes na minha estória, e outros trazidos por aqueles dando um ar renovado na mesa de churrascaria, mas não era uma creperia??!! Bom, modo de dizer; convidei as pessoas que lembrei e certamente foram as mais significativas nos últimos tempos, mas apesar de não ser do tipo leonino, aqueles que são centro das atenções, acabo, apesar da carrancuda expressão e da voz um tom acima do necessário, cativando as pessoas e... bom, chegando gente e mais gente, mesas sendo acopladas umas às outras, e estava formada uma grande tábua de churrascaria. Eu confesso que gosto mesmo de promover festas, ou ao menos grandes encontros nos meus aniversários com no mínimo o triplo de amigos que compareceram nesse, mas fiquei enormemente feliz com as presenças, os sorrisos, os abraços, todos sinceros e carinhosos. Deixo aqui registrado o meu agradecimento aos queridos que marcaram presença e também aos que por um motivo ou outro não puderam estar lá. Foi tanta a felicidade que não me conformei e fui, sozinho mas não abandonado, esticar a noite e adentrei o destino escolhido tão esfuziante que atrai acontecimentos poucos comuns na minha trajetória, mas esses fatos não conto nem que a vaca tussa e a cobra voe... opa!


 

Isso de escrever dias depois do acontecido está se tornando um hábito. Acho que preciso de um tempo pra amadurecer os fatos, ou melhor, consegui vê-los de forma mais distanciada que aqui não pretendo que meu blog seja constituído de  desabafos desordenados que pra isso existem analistas. Antes que me perguntem, estou pensando em tentar de novo uma terapia.

 




Escrito por tom às 22h51
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